• Aldomar de Castro

Vinte de Setembro

VINTE DE SETEMBRO

Semana Farroupilha, edição 2007, oportunidade que se realizaram desfiles, palestras, reuniões, comemorações, representações, homenagens, fandangos, almoços, jantas e mais uma infinidade de manifestações. Tudo em nome do Decênio Farroupilha, da Epopéia Farroupilha e dos Farrapos. Este ano visitei diversas Instituições Tradicionalistas da nossa Região e fora dela. Em nenhuma saí aplaudindo ou satisfeito com as manifestações que assisti. Presenciei várias delas focadas para o palco da festa, da gastronomia, do invencionismo e demonstrações que nada tem a ver com os Farroupilhas, com o decênio ou com os Farrapos. Observem comigo este panorama. Em 07 de abril de 1832, Luiz dos Reis Apolin, funda o Partido Farroupilha em Porto Alegre. Em 14 de outubro de 1834 o Jornal “A Sentinela da Liberdade”, em sua edição número 449 critica a existência de Farroupilhas em Porto Alegre. Conhecendo estas informações, fui obrigado a ouvir uma fala em praça pública de que os Farrapos eram assim chamados por que seus trajes após dez anos de luta estavam em frangalhos. Manifestações dessas nada somam, tão-somente registram inverdades e confundem os ouvintes. Vi em Centros de Tradições Gaúchas filiados ao Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, freqüentadores, usando em ambiente social e fechado, faca, tirador, chapéu, boina, camisas estampadas, prendas usando vestidos de mangas curtas com três ou quatro babados, esporas, barbicachos de metal, etc, etc. Vi em estabelecimentos bancários e firmas funcionárias trajando chiripá farroupilha, traje masculino (usado nos anos 1834/65) e calçando sapatos salto 15. Isto é perfeitamente incompreensível. Será que ainda não chegou a hora de entendermos que em 18 de janeiro de 1868, Apolinário José Gomes Porto Alegre, fundou o Partenon Literário com a finalidade de registrar a Cultura Regional e trinta anos após o Major do Exército João Cezimbra Jacques, em 22 de maio de 1898 fundou o Grêmio Gaúcho de Porto Alegre e quando se realizou o 12º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, no Centro de Tradições Gaúchas Potreiro Grande em Tramandaí, foi criado o Movimento Tradicionalista Gaúcho. Além disso existe farta literatura sobre como o tradicionalista deve vestir, proceder e portar-se nas atividades campeiras, artísticas, culturais e sociais. Mesmo assim ainda existem dúvidas de que em cada uma destas atividades retromencionadas, nós devemos sustentar uma postura adequada para bem representar nossa Instituição. Porque precisamos misturar campo com mangueira e esta, com o social? Todas as demais instituições culturais, sociais, esportivas e religiosas possuem normas e as cumprem. Porque não cumprimos as nossas? Com todas as informações que temos a disposição, será por teimosia, por total desconhecimento ou por inatividade dos Departamentos Culturais de cada Instituição Tradicionalista? que não as observamos?. A vida nos ensina que quando alguma coisa merece ser feita, deve ser bem feita e para bem realizá-la, sem dúvidas, deve ser executada por quem conhece e domina o assunto, os que não reúnem o conhecimento necessário para realizar a atividade proposta, devem buscá-lo através de estudos, pesquisas e informações, ou deixar para que tarefas dessa natureza sejam realizadas por quem entende do assunto.

CHEIA DE SETEMBRO DE 2008.

CALTARS – “TO”

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