C A P A R U R A L
- Aldomar de Castro

- 23 de fev. de 2017
- 1 min de leitura
Atualizado: 24 de mar. de 2023
O poncho usado no Pampa,
De cor azul ou cinzenta.
Forrado a baeta aparenta,
O que neste estilo se estampa.
Redondo como uma tampa,
Com uma abertura no centro.
O usuário fica por dentro, Com o movimento restrito.
Não é prático nem bonito,
Causa pejo quando sento.
A capa evoluiu do poncho,
Protegendo do frio e da chuva.
Adaptou-se como uma luva,
Por ser abrigo menos troncho.
Para o campeiro é mais concho,
Por ter abertura e duas mangas.
Abrigo para campos e sangas,
Impermeável e convincente.
Redonda e aberta na frente,
Sem o forro cor de pitangas.
Protege o viajante e a encilha,
Do frio do vento e da chuva.
Andando no limpo ou na buva,
Abrigo não é armadilha.
Do poncho pode ser filha,
Com muito mais praticidade.
O usuário fica a vontade,
Para qualquer manuseio.
. Na lida ou mesmo a passeio
Usa-se com mais agilidade.
Criada por neto de imigrante,
Aperfeiçoando o que já existia.
A. J. Renner só pretendia,
Dar mais alento ao andante.
Para os rurais foi figurante,
Aperfeiçoando nosso abrigo.
O poncho era muito antigo,
E restringias os movimentos.
A capa rural trouxe o alento,
Qualificando mais o artigo.
.
O poncho foi melhorado,
Com mais três aberturas.
Deu-lhe condições seguras
Usando-o aberto ou fechado.
Um frontal e outro de cada lado,
Facilitando os movimentos.
O criador usou seu talento,
E o poncho foi para o Folclore.
Os que sabem que comemorem,
Esse ajuste de fundamento.
Assim surgiu a capa Renner,
Bem mais tarde capa rural.
Chegou para dar o sinal,
Quem não fez pode fazer.
A essência não pode perder,
Nem com reza de benzedeira.
Aperfeiçoamento de primeira,
Que surge na terra farrapa.
O poncho evoluiu para a capa,
E a térmica substituiu a chaleira.
CRESCENTE DE FEVEREIRO DE 2017.
CALTARS – “TO”.
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