• Aldomar de Castro

Regionalismo

Os nossos leitores conhecem o motivo que sugeriu este dialogo sobre folclore, tradição e regionalismo. Pretendemos atingir na próxima edição, o nativismo. Entendemos ser de suma importância este conhecimento, tanto para os folcloristas que, normalmente o possuem, quanto para os tradicionalistas e nativistas que, pelo que se vê, na grande maioria não dominam esse conhecimento. Assim, entendemos que jamais alguém poderá ser um bom tradicionalista, sem dominar, completamente, o conhecimento do Folclore, do nativismo e do tradicionalismo. Os ” tradicionalistas” em sua grande maioria, não têm o preparo suficiente para desenvolver, administrar e exercitar com fidelidade os hábitos e costumes da cultura Rio-Grandense. Como exemplo dessa referência citamos: A maioria dos Centros de Tradições Gaúchas, não possuem um departamento cultural organizado; os patrões nem sempre reúnem o conhecimento necessário para dirigir uma Instituição Tradicionalista; os peões, na maioria das vezes, desvirtuam a finalidade de certas peças da indumentária gaúcha, como o uso do tirador (peça que tem a finalidade de proteger a roupa e a coxa de quem peala a pé), usado em cavalgadas, passeios e outras atividades sociais ou de lazer, por pessoas que não sabem e, algumas nunca viram pealar a pé. Diante desse panorama é muito difícil alguém cultuar o tradicionalismo ou regionalismo, doutrinas incrementadoras dos grupos que defendem e exercitam a literatura que norteia os costumes e tradições regionais. O regionalismo nada mais é do que a maneira de pensar e agir dentro de uma área geográfica, denominada região, como se esta fosse um todo cultural, dimensionando seus valores como maiores do que os similares das outras regiões. Tomando como exemplo a realidade da nossa Pátria, o Regionalismo, enquanto movimento cultural, posiciona-se contrário a globalização das comunidades que constituem uma região e, com base nesse procedimento, não admite enfraquecer o grupo local, pois os valores daqui sempre serão, para o Regionalismo, os que embasam o procedimento dos habitantes dessa área. O Regionalismo é a doutrina que acolhe os grupamentos adeptos da cultura de sentimentos, expressão própria de uma região. Esta região deve dimensionar o limite geográfico ao alcance dos procedimentos semelhantes, determinados pela originalidade de suas raízes culturais. O termo Regionalismo, tem sua origem etimológica assentada no latim “regio”, “regionis” ( região, plaga, território). É o vocábulo empregado para designar o apego, com exclusiva preferência pelos fatos e coisas de uma região, em detrimento aos de uma outra, muito embora ambas estejam situadas no mesmo país. Regionalista é aquele que exercita, que desenvolve com fidelidade as posturas e os valores éticos e morais de uma região, priorizando-os sobre os demais de sua própria Pátria sem jamais deixar de ser patriota.

CHEIA DE AGOSTO DE 2008.

CALTARS – “TO”

Os nossos leitores conhecem o motivo que sugeriu este dialogo sobre folclore, tradição e regionalismo. Pretendemos atingir na próxima edição, o nativismo. Entendemos ser de suma importância este conhecimento, tanto para os folcloristas que, normalmente o possuem, quanto para os tradicionalistas e nativistas que, pelo que se vê, na grande maioria não dominam esse conhecimento. Assim, entendemos que jamais alguém poderá ser um bom tradicionalista, sem dominar, completamente, o conhecimento do Folclore, do nativismo e do tradicionalismo. Os ” tradicionalistas” em sua grande maioria, não têm o preparo suficiente para desenvolver, administrar e exercitar com fidelidade os hábitos e costumes da cultura Rio-Grandense. Como exemplo dessa referência citamos: A maioria dos Centros de Tradições Gaúchas, não possuem um departamento cultural organizado; os patrões nem sempre reúnem o conhecimento necessário para dirigir uma Instituição Tradicionalista; os peões, na maioria das vezes, desvirtuam a finalidade de certas peças da indumentária gaúcha, como o uso do tirador (peça que tem a finalidade de proteger a roupa e a coxa de quem peala a pé), usado em cavalgadas, passeios e outras atividades sociais ou de lazer, por pessoas que não sabem e, algumas nunca viram pealar a pé. Diante desse panorama é muito difícil alguém cultuar o tradicionalismo ou regionalismo, doutrinas incrementadoras dos grupos que defendem e exercitam a literatura que norteia os costumes e tradições regionais. O regionalismo nada mais é do que a maneira de pensar e agir dentro de uma área geográfica, denominada região, como se esta fosse um todo cultural, dimensionando seus valores como maiores do que os similares das outras regiões. Tomando como exemplo a realidade da nossa Pátria, o Regionalismo, enquanto movimento cultural, posiciona-se contrário a globalização das comunidades que constituem uma região e, com base nesse procedimento, não admite enfraquecer o grupo local, pois os valores daqui sempre serão, para o Regionalismo, os que embasam o procedimento dos habitantes dessa área. O Regionalismo é a doutrina que acolhe os grupamentos adeptos da cultura de sentimentos, expressão própria de uma região. Esta região deve dimensionar o limite geográfico ao alcance dos procedimentos semelhantes, determinados pela originalidade de suas raízes culturais. O termo Regionalismo, tem sua origem etimológica assentada no latim “regio”, “regionis” ( região, plaga, território). É o vocábulo empregado para designar o apego, com exclusiva preferência pelos fatos e coisas de uma região, em detrimento aos de uma outra, muito embora ambas estejam situadas no mesmo país. Regionalista é aquele que exercita, que desenvolve com fidelidade as posturas e os valores éticos e morais de uma região, priorizando-os sobre os demais de sua própria Pátria sem jamais deixar de ser patriota.

CHEIA DE AGOSTO DE 2008.

CALTARS – “TO”

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