• Aldomar de Castro

Eventos Tradicionalistas

Os eventos tradicionalistas estão comprometidos com a autenticidade

da nossa Cultura. Barbosa Lessa, em 1954 no primeiro Congresso Tradicionalista realizado no CTG Ponche Verde em Santa Maria, previa a extinção do grupo local do Rio Grande do Rio Grande do Sul, não soubemos manter a fidelidade dos nossos hábitos e costumes e investimos no seguimento de menor importância. Preocupamo-nos com “o ser diferente”. Não conseguimos manter o linguajar tradicional, nem a indumentária. Tanto é verdade que até hoje, inclusive no ENART edição 2008, componentes de entidades filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, classificadas para a final do evento, participaram na categoria dança de salão, trajando “chiripa”. Existem coordenadores que em reuniões de trabalho usam “mala-de-garupa”. Nossos tradicionalistas, ainda usam faca em ambiente social. A rastra ainda não deixou de substituir a nossa tradicional guaiaca. Desta forma senhores tradicionalistas, qualquer grupo, dupla ou, seja lá o que for, faz o que bem entende durante as nossas atividade que deveriam ser tradicionalista. Nós, componentes do Movimento Tradicionalista Gaúcho, somos os únicos responsáveis por esse desrespeito, por essa inversão de valores, por essa invasão alienígena que estreita sobremaneira nossos horizontes culturais e, os que intitulam-se guardiões do que é nosso, descumprem as normas emanadas pelo MTG e, curiosamente, nada lhes acontece. Os CCTTGG foram criados para cultuar nossa Tradição e por muito tempo assim permaneceram. Porém, quando iniciou o interesse pessoal, a desagregação do quadro social, “o jantar-baile”, etc. foram surgindo, numa velocidade impressionante um elevado número de regulamentos que a grande maioria das entidades não cumprem, também foram surgindo, as distorções urdidas com os diferenciais de cada pseudo tipo. Imaginem, nós ainda não aprendemos a escrever a interjeição que se chama atenção de alguém o (Che), escrevemos a pronúncia “tche”. Desta forma, caro leitor, precisamos com urgência, salvar o que resta da nossa Cultura, deixar de lado a vaidade e o narcisismo, o invencionismo, o modismo e muitos outros “ismos”. Recadastrar os nossos quadros sociais com os verdadeiros tradicionalistas, usar nosso linguajar, trajar nossa indumentária autêntica, cantar, escutar, tocar e dançar nossa música tradicional e freqüentar uma instituição tradicionalista sadia abrilhantada por nossos grupos musicais e os que não desejam assistir nossas manifestações crioulas encontram-se no lugar errado. Os CCTTGG foram criados, exclusivamente, para realizar atividades tradicionais, por esse motivo, o nome é CTG. Caso existam alguns que não concordam com nossos hábitos e costumes, têm toda liberdade de busca outra instituições, ninguém é obrigado ser tradicionalista. Ser tradicionalista é uma opção daqueles que amam a terra que nasceram, sabem de onde vieram, onde estão e para onde vão.

CRESCENTE DE DEZEMBRO DE 2008.

CALTARS – “TO”

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