• Aldomar de Castro

Coxilha

A história registra que em todas as épocas, houveram confrarias, associações e tantas outras instituições dessa ordem, procurando desenvolver as mais diversas atividades. Observa-se que os representantes dessas instituições, fundamentavam-se em propostas lídimas, demonstrando conhecimento, autenticidade e competência sobre o tema oferecido. Atualmente, determinadas pessoas tentam e, as vezes, até conseguem, através de instituições que abrigam siglas de conotação partidária, impingir suas apócrifas informações ou procedimentos sobre uma proposta. Refiro-me aos organizadores e comissões organizadoras de festivais nativistas. Nativismo, vem de nativo, de nato ( do lat. natu) , nascido em. Que é de nascença. Que é do lugar, que é daqui. Em sendo daqui e aqui é o Rio Grande do Sul, então somos nativistas gaúchos. Sendo nativistas gaúchos, somos comprometidos com o regionalismo que surgiu no Brasil com José de Alencar, autor das obras: o Sertanejo, o Gaúcho e outras. Portanto, nativismo é uma corrente artística que referencia e se completa com temas regionais. É a essência do nato, é a raiz do nosso, do que nasceu neste lugar. O tradicionalismo é ideologia, é o amor a tradição, aos usos e costumes. Estes conceitos são inilidíveis. Não podem ser interpretados de maneira diversa ou alheia a sua proposta. Refiro-me aos promotores e coordenadores de festivais que, normalmente, sob a égide da Cultura Gaúcha elaboram regulamentos, normatizando e estabelecendo premiação para cada edição. É costumeiro constar no regulamento que os temas devem ser nativistas e seus interpretes devem trajar-se de acordo com a indumentária gaúcha, inclusive premiam a melhor indumentária. Quando isso acontece ,fica imensamente difícil, senão impossível alguém deste planeta entender. Existe um prêmio para a melhor indumentária gaúcha, porém, alguns músicos e alguns intérpretes, interpretam composições trajando-se inadequadamente. Usando camisetas, bombachas estreitas e por fora das botas. Tudo isso ocorre pelos festivais do Rio Grande e, na Coxilha Nativista, até agora não foi diferente. Os jurados desrespeitaram o regulamento do festival, os apresentadores, em especial o apresentador, tentou ensaiar alguns arremedos de payadas, ora com razoável aceitabilidade, ora com ingênuos rebusques complementava a pseuda composição. Nos intervalos das apresentações, longas entrevistas com pessoas que nada têm a ver com o festival e o público não está interessado em ouvir opiniões discrepantes aos acontecimentos do palco. Leituras de currículos incomensuráveis e, como se não bastasse, freqüentes relatos de nominatas intermináveis, buscando uma esdrúxula valorização pessoal dos organizadores que, nada mais fizeram, do que cumprir com suas obrigações, pois a maioria é funcionário público. Desta forma, o Rio Grande do Sul presenciou mais um festival que contou com uma comissão organizadora, que preferiu ou permitiu que se promovessem os edis e seus asseclas, deixando o festival em último plano. Foi mais uma falácia. Um festival perfeitamente apócrifo, pigmentado de procedimentos xenófilos, sua realização em momento algum compatibilizou-se com a proposta mater. A comentada edição de número vinte cresceu tanto, que teve como campeoníssima uma composição que não conseguiu classificação na edição anterior

NOVA DE AGOSTO DE 2000

CALTARS – “TO”.

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