• Aldomar de Castro

Baile de Cola Atada

Baile de Cola Atada

O baile de cola atada no Rio Grande do Sul, lá pela década de vinte, aconteciam com discrição de local e estímulo de bebidas alcoólicas. A História procura ocultar por ser uma situação anômala, atípica e insocial. A informação chegou até nós de forma oral. Talvez tenha procedência na Grécia onde as bacantes dançavam para estimular freqüentadores. Os homens despidos da cintura para baixo com a camisa atada para trás e as mulheres, também despidas ou despidas da cintura para baixo com o vestido atado nas costas. Portanto devemos observar atentamente os CCTTGG que permitem que grupos musicais interpretem em seus salões a composição de Anomar Danúbio Vieria e Juliano Gomes, interpretada por César Oliveira e Rogério Melo. Será que eles sabem? Se sabem coitadas das famílias.

MINGUATE DE FEVEREIRO DE 2008

CALTARS – “TO”

Disponibilizamos outras colaborações sobre o mesmo tema:

BAILE DE COLA ATADA

Pesquisado por: Nédio Vani.

É o mesmo que bregue, bailanta, bate-coxa, em casa de raparigas. Era assim chamado antigamente quando os homens vestidos de chiripás, dançavam só de ceroulas e com a fralda da camisa atada às costas, imitando a cola do cavalo.

BAILE DE COLA ATADA

O que seria bailar de cola atada?

Para que se entenda melhor o que é: Dançar de Cola Atada, é necessário que saibamos que a expressão se refere a uma das formas como antigamente se dançava o ritmo BUGIU. Bugiu para quem não sabe, é um macaco das nossas matas silvestre, sendo um animal muito astuto, dificilmente se deixa pegar em armadilhas e tem algumas atitudes parecidas com as dos seres humanos.

Das características do macaco, seu ronco forte e seu jeito de andar, criou-se respectivamente: – O gênero musical BUGIU, tocado em princípio em ?acordeona de voz trocada? ou gaita ponto, onde o gaiteiro tentava através do jogo de foles imitar o som do ronco do bugiu.- A dança do BUGIU, que procura imitar a maneira como o macaco anda, ou seja, de forma desengonçada, em diagonal e dando pulinhos já que o macaco apóia as mãos no chão para se deslocar.O Bugiu era dançado antigamente pelos rincões suburbanos campestres do Rio Grande do Sul nos ?Bailes de Ralé?, em zonas de meretrício onde em certos momentos já sob o efeito das bebias alcoólicas, o par se deslocava e fazia a seguinte figura:

– O homem agarrava a mulher por trás, colando seu corpo ao dela;

– A mulher amarrava a própria saia às costas do homem. Vale lembrar que algumas dessas mulheres não usavam qualquer peça de roupa sob a saia, armação, bombachinha, meia ou calcinha; Dançando, o par executava a figura que se chamava acasalamento do Bugiu?, ou? DANÇAR DE COLA ATADA? Onde executavam passos que lembram a forma como o animal (macaco) se relaciona sexualmente com sua fêmea.Por este motivo, o ritmo Bugio demorou a ser tocado e dançado nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) que se reuniam as famílias, a sociedade.Quando o gênero musical começou a ser tocado em ambiente social, dançava-se esta ?marca? com o devido respeito, dentro dos conceitos da melhor e mais alta sociedade, isto é, á ?moda de cidadão? despida de licenciosidade, ou seja, pares enlaçados normalmente, como até hoje persiste nos salões. (Colaboração: Sérgio Graciano – Calhandra de Ouro)

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