• Aldomar de Castro

Prenda

PRENDA, etimologicamente procede do latim (pignera) o que significa penhor. Considera-se, também predicado, qualidade, dote, habilidade, aptidão (é moça de várias prendas artísticas), isto é : moça da várias qualidades, moça da várias habilidades. Prenda, segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, também é entendido pelo objeto que no jogo de “prendas” o perdedor entrega ao ganhador para identificar sua condição de perdedor na aplicação da penalidade. E, no Rio Grande do Sul é entendido como jóia.O dicionário regionalista de Zeno e Rui Cardoso Nunes afirma que: prenda é substantivo comum e é uma jóia, uma relíquia, um presente de valor. Em sentido figurado, aqui no Rio Grande do Sul é a MOÇA GAÚCHA. O Roque Calage, juntamente com Luiz Carlos de Moraes, Antônio Álvares Pereira Coruja e Romanguera Corrêa na obra Vocabulário Sul-Rio-Grandense citam prenda como: Jóia, relíquia, presente de valor (Manoel do Carmo em Cantares da Minha Terra) Com a diferença como se vê que jóia, aqui é a jóia em si, ao passo que no vernáculo é a jóia ou objeto que se dá como lembrança. Neste panorama nasce no Rio Grande do Sul, no ano de l948 um interesse pela valorização das coisas do Rio Grande. Este interesse vem acompanhado do culto às Tradições da nossa Terra, juntamente com isto incrementa-se o uso da indumentária gaúcha, com a evolução do Movimento ocorre o fenômeno da socialização do “galpão”. Este passa a ser um local de reuniões sociais e não mais aquele local de guardar instrumentos de trabalho e depósito de produtos. Nesta altura dos acontecimentos, 24 de abril de 1948, surge no seio da Sociedade Rio-Grandense o “35”, CTG com Patronagem significando diretoria e no Movimento Tradicionalista Gaúcho quem não pertence a diretoria, isto é, os associados das Instituições Tradicionalista são chamados de “peão” e as associadas foram designadas de “prendas” foi este o termo que o gaúcho encontrou para respeitosamente homenagear a mulher gaúcha “prenda”. Uma jóia. Uma pessoa que reúne diversas qualidades e, assim ficou consagrada na Querência essa denominação para as associadas dos Centros de Tradições Gaúchas. Com a implantação do Concurso de Prendas, no Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, houve a necessidade de dividir em categorias pois não seria justo uma prenda de dezessete anos, por exemplo, cursando o Segundo Grau competir em concurso com uma de nove ou dez anos, estudando ainda no Ensino Fundamental. Conhecido este termo podemos concluir que “prenda”, no sentido figurado, aqui no Rio Grande do Sul é a moça que atua nos Centros de Tradições Gaúchas com mais de dezoito anos. Mesmo porque, no concurso de prendas existe uma classificação por idade previsto na alínea “a” do inciso V do Regulamento do Concurso de Prendas do MTG categoria MIRIM as concorrentes deverão Ter a idade de 09 a 13 anos, na categoria JUVENIL de 13 a 17 anos incompletos e a categoria adulta deverá ter no mínimo 17 anos completos.

CHEIA DE Agosto DE 2008.

CALTARS – “TO”!

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