• Aldomar de Castro

AMIGO


I I I

A família, antigamente era constituída, Irmãos ou parentes sanguíneos

Pelo pai, mãe e todos os filhos do casal. Por vezes não se relacionam.

A sociedade, o tempo mais o carnaval, Sem saber bem como funciona,

Redimensiona o conceito e põe dúvida. Alguém surge com trato fino.

Os hábitos e os costumes dão a medida, Sem ser da família, um peregrino

Como o que, num espelho reflete. Que lhe entende e dá atenção.

O que não refletir no espelho delete, Abre-lhe a mente e o coração

Barrando-lhe o direito de escolha. Emprestando afeto e benevolência

Mesmo querendo, não virar a folha, Que sente a sua falta na ausência,

Quem não age direito, não compete. Como se de sangue fosse irmão.

I I I I V

Amigo é um termo de origem incerta, Amigo foi escrita pela primeira vez,

no latim busca-se duas hipóteses. Pelo Rei de Portugal Don Diniz.

“amicus,” que vem de amares, No próprio tempo ele formou raiz,

Ou “animi” guardador da alma certa. Após ter sido escrito em português

É alguém que toma conta e liberta, O Rei poeta escreveu com altivez,

Sua alma para o outro sem apego. Pelo valor que o termo expressa.

Outra hipótese diz que vem do grego, Um amigo nunca faz promessa,

Que significa alguém que se identifica. Ele busca a solução do problema.

Com os mesmos atos que você pratica, Amigo, eu tenho sempre como lema,

E ambos solidificam em pleno sossego. Quando vai imediatamente regressa.

V V I

Recebi uma lenda sem referir autoria, Triste com o que não atendeu a ligação,

Que registra um sincero ato de amigo. Exatamente quando ele mais precisava.

Paulo, ligou para um conhecido antigo, Voltou a casa, quando já não esperava,

Preciso dinheiro, vou te contar a história. Com os amigos resolver a situação.

A mãe está doente, recursos precisaria, Encontrou toda a medicação,

Para comprar todos os medicamentos. Ao lado de onde sua mãe dormia.

O amigo diz, me liga daqui uns momentos, Perguntou ao irmão que ali assistia,

Mais tarde ligou e o amigo não atendeu. O seu amigo veio buscar a receita.

Desolado com a situação ele não entendeu, E, toda a medicação foi aceita,

Foi procurar outros amigos em seus aposentos. Pelo teu telefonema que pedia.


V I I

Paulo saiu á procura do amigo,

Avistando-o, pergunta onde estivestes?

Tente te legar, mas não atendestes,

Então não pude conversar contigo.

Vendi o telefone que tinha comigo,

E fui comprar os medicamentos.

Estendo assim meus argumentos,

Pela postura e decisão veemente.

Amigos são irmãos de mães diferentes,

Mesmo de longe sempre estão presentes.


NOVA DE MAIO DE 2022

CALTARS “TO”



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