• Aldomar de Castro

Maneador

RUDE TRASTE CAMPESINO,

COM FUNÇÃO DETERMINADA.

TIRA DE COURO PREPARADA,

PARA CUMPRIR SEU DESTINO.

CORDA CHATA QUE O SULINO,

CARREGA SOBRE O LOMBILHO.

É UM RECURSO QUE O CAUDILHO,

USA PARA SOGUEAR OS ANIMAIS.

MUITO USADO PELOS ANCESTRAIS,

QUE ME LEMBRO QUANDO ENSILHO.

O BOM MANEADOR É TIRADO,

ANTES DA RÊS SER COREADA.

NO PESCOÇO INICIA A JORNADA,

VIRANDO PARA O OUTRO LADO.

COMO SE ESTIVESSE ENROLADO,

SEGUE EM DIREÇÃO A RABADA.

TRABALHE COM FACA AFIADA,

PARA FACILITAR O SERVIÇO.

É COMO ANDAR DE PETIÇO,

A LENTIDÃO DA EMPREITADA.

CINCO BRAÇAS DE COMPRIMENTO,

POR DOIS DEDOS DE LARGURA.

O COURO COM BOA ESPESSURA,

SOVADO E POSTO AO RELENTO.

COMO QUE UM ENORME TENTO,

SERVE ATÉ PARA “PE-DE-AMIGO”.

COM ORGULHO OS MAIS ANTIGOS,

MANUSIAVAM COM DESTREZA.

PODE-SE OBSERVAR A PUREZA,

DO TRASTE QUE LEVO COMIGO.

SÃO INÚMERAS AS SERVINTIAS,

QUE O MANEADOR DESEMPENHA.

PORTANTO SEMPRE MANTENHA,

UM POR PERTO NOITE E DIAS.

SEM ELE ANDAR NÃO PODIAS,

POIS COMPLEMENTA O APERO.

NÃO PAGO VALE A POSTEIRO,

POR MAIS TORENA OU LADINO.

SAIO TROPEANDO O DESTINO,

PARA CHEGAR POR PRIMEIRO.

CHEIA DE JANEIRO DE 2003

CALTARS – “TO”.

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