• Aldomar de Castro

Mancha


NUMA TARDE DE OUTONO,

EU ANDAVA SOZINHO.

TRILHANDO O CAMINHO,

COM GARBO E ENTONO.

POIS JAMAIS ABANDONO,

O PROJETO E O DESTINO.

EU APRENDO E ENSINO,

O QUE COLHO NA VIDA.

É SUPERNAL ESTA LIDA,

COM O APOIO DIVINO.

DEUS ME DEU E ME AJUDA,

TUDO QUE TENHO E PRECISO.

NUM CHISTE A FAINA OTIMIZO,

COM A FORÇA QUE ME ESCUDA.

QUEM TRABALHA E ESTUDA,

NÃO TEM TEMPO A PALRAR.

QUEM NÃO TEM VAI BUSCAR,

ONDE QUER QUE ELE ESTEJA..

SÓ NUBÍVAGO QUE VELEJA,

SEM SABER ONDE ANDAR.

NÃO LEMBRO O TEMPO QUE FAZ,

SÓ SEI QUE EU ANDAVA SOZINHO.

TRANQUEANDO O MEU CAMINHO,

O QUE SEMPRE FIZ E SOU CAPAZ.

SILENCIOSAMENTE CAI PARA TRAS,

UMA ESTRELINHA CINTILENATE.

ERA UMA FAISCA BRILHANTE,

PARECIA ESTAR PRESA NA LENTE.

MAS ELA FOI MAIS INCISTENTE,

CAI E SUBIA NO MESMO INSTANTE.

DESCE DE VAGAR E SOBE DE PRESSA,

A CINTILANCIA QUE EU VIA NA LENTE.

SEM NADA SENTIR SURGIU DEREPENTE,

ESTAVA CANSADA E ANDAVA DE PRESSA.

NO MESMO COMPASSO SURGIA A EGRESSA,

PERTURBANDO O MEU CAMPO VISUAL.

NÃO CONHEÇO NENHUMA OUTRA IGUAL,

QUE PERTURBE E AGRADE EFUSIVAMENTE.

TENHO CERTEZA QUE ESTAVA CONSCIENTE,

ENQUANTO A MANCHA CUMPRIA O RITUAL.

PASSARAM-SE DIAS DA MESMA MANEIRA,

VARRENDO A LENTE DE CIMA PRA BAIXO.

PROCURO MOTIVO E, MOTIVO NÃO ACHO,

MANCHA SE ADONOU DA MINHA VISEIRA.

POR VEZES PARECIA A ESTRELA BOIEIRA,

CADENTE ABRAÇAVA A IMAGINAÇÃO.

REVOAVA NOS ARES COMO POR PROMISSÃO,

PERDEU O BRILHO E O TAMANHO AUMENTOU.

A CINTILÂNCIA SUMIU E A MANCHA FICOU,

AGORA ESCURA SEM LUZ NEM RAZÃ

CONTINUA COMIGO A MANCHA SEM LUZ,

O TEMPO PASSOU E EU VEJO NO PEITO.

MAIS UMA MANCHA DO LADO DIREITO,

DESENHADA NA PELE EM FORMA DE CRUZ.

ANOTANDO O FENÔMENO A POESIA CUMPUZ,

AGUARDANDO QUE ESTA TROQUE DE COR.

PARA QUE OUTRA POESIA EU POSSA COMPOR,

COM O MESMO TEMA EM OUTRA DIMENSÃO.

NÃO POSSO PERDER DE REGISTRAR A ACASIÃO,

NEM TODAS AS MANCHAS TÊM A CRUZ DO SENHOR.

A DO OLHO BRILHAVA DEPOIS ESCURECEU,

FICOU MARROM SEM NENHUM ESPLENDOR.

CONTINUA NO OLHO COM A MESMA COR,

DESCENDO E SUBINDO COMO APARECEU.

SEM BRILHO SEU TAMANHO ESTENDEU,

A MANCHA DO PEITO UMA CRUZ INCLINADA.

DE FORA PARA DENTRO PEDIDNDO MORADA,

PINGOS A GUARNECEM UM DE CADA LADO.

MEU OLHO E O PEITO FICARAM MANCHADOS,

A DO OLHO É MARROM E DO PEITO BRONZEADA.

APARECEU A DO OLHO DEPOIS A DO PEITO,

A PRIMEIRA É MÓVEL A OUTRA IMUTÁVEL.

SURGIRAM NUM CLIMA COMUM IMPALPÁVEL,

MARCANDO PRESENÇA COM TODO RESPEITO.

NÃO ENTENDO O MOTIVO POREM AS ACEITO,

ONDE VOU ELAS VÃO SEM ME CONTRADIZER.

NÃO FAZ MUITO TEMPO AINDA VOU APRENDER,

QUEM SÃO AS PARCEIRAS E DE ONDE VIERAM.

SEI QUE PREFULGIRAM POR ONDE ESTIVERAM,

E MUITO ME ALEGRO DE COMIGOI AS TER.

MINGUANTE DE NOVEMBRO DE 2005

CALTARS – “TO”.



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