• Aldomar de Castro

Lombilho


LOMBILHO É TRONO MONARCA,

DE QUEM NASCEU NO RIO GRANDE.

NÃO IMPORTA POR ONDE ANDE,

NEM A ÉPOCA DA EXISTÊNCIA.

SEMPRE TERÁS A INCUMBÊNCIA,

DE SUSTENTAR TEU MONTANTE.

NO ESTILO MAIS ELEGANTE,

SOB VELOS DE COXONILHOS,

QUE EMBALARAM CAUDILHOS,

DO PAMPA PÁTRIA DO ANDANTE.

POR TER NASCIDO NA CAMPANHA,

SEMPRE ANDEI POR ESTRE ARREIOS.

POIS, ESTES ERAM OS MEIOS,

DE LIDA, TRABALHO E LAZER.

CADA QUAL TINHA QUE SABER,

COMO USAR ESSA UTILIDADE.

ALGUNS BEM RÚSTICO É VERDADE,

OUTROS OSTENTANDO BRAVATA.

CINZELADOS EM OURO E PRATA,

COM A MESMA FINALIDADE.

NAS ANDANÇAS DO DESTINO,

CONHECI GENTE E QUERÊNCIA.

SEMPRE GUARDEI OBEDIÊNCIA,

AO OFÍCIO E AO SEMELHANTE.

NUNCA ANALISEI SEMBLATE,

NEM SERVI PARA SER SERVIDO.

COM SENSO DO DEVER CUMPRIDO,

FUI CONSTRUINDO A EXISTÊNCIA.

COM CAUTELA E PREVID|ÊNCIA E,

MAIS O QUE TINHA APRENDIDO.

A FUNÇÃO E AS ANDANÇAS,

MUDARARAM-ME OS COSTUMES.

AS VEZES SENTIA CIUMES,

DOS QUE CRESCERAM COMIGO.

ESQUECÊ-LOS NÃO CONSIGO,

MAS A DISTÂNCIA NOS SEPARA.

ENTÃO, CONHECI O UBIRAJARA.

UBIRAJARA FALCÃO DA ROCHA,

PIÁ QUE A IDADE DESABROCHA,

E, É DE SÃO BORJA O TAPEJARA.

DESCENDENTE DA CAMPANHA,

COM ATAVISMO ANCESTRAL.

DE UMA SIMPLICIDADE IGUAL,

A QUE CARREGO COMIGO.

DE PRONTO GANHEI UM AMIGO,

DE CONSIDERAÇÃO E RESPEITO.

TAREFA QUE ATÉ ACEITO,

PELO PROCEDER ELEGANTE.

PRATICA VALOR SEMELHANTE,

AOS QUE USO DO MEU JEITO.

MATEANDO A SEIVA DO TEMPO,

COM REFERÊNCIAS DE ANTEANHO.

– EU TENHO E É DESSE TAMANHO,

UMA BELA RELÍQUIA CAMPEIRA.

DA TRADIÇÃO FOI BANDEIRA,

HOJE JUDIADO E MUITO FEIO.

ÀS VEZES, DE SOSLAIO “BOMBEIO”,

PERTENCES DE UM PROGENITOR.

QUE POSSUI TRADIÇÃO E VALOR,

PARA ANOSSA CULTURA ALTANEIRA.


FICA COM ESTE LOMBILHO,

QUE O TEMPO TANTA CONSUMÍ-LO.

ELE É BEM DO TEU ESTÍLO,

É UM MARCO DA NOSSA HISTÓRIA.

MATERIALIZANDO A MEMÓRIA,

DOS “GAUCHOS” DE ANTIGAMENTE.

GUARDA CONTIGO VIVENTE,

ÉS CULTOR DA TRADIÇÃO.

ELE ESTANDO EM TUA MÃO,

SERÁ O PASSADO PRESENTE.

RADIANTE MAIS QUE FACEIRO,

OLHANDO O TRASTE GAUDÉRIO.

ME CONSIDEREI NUM IMPÉRIO,

DESTA CULTURA PAMPEANA.

POIS EU SEMPRE TIVE GANA,

DE REUNIR ANTIGÜIDADE,

PARA CONHECER DE VERDADE,

A EVOLUÇÃO DA QUERÊNCIA.

QUE LUTOU COM EFICIÊNCIA

SEM RECURSO E COM VONTADE.

AS CABEÇADAS PRATEADAS,

ENCRAVADAS EM RUDE COURO.

QF – GRAVADO EM OURO,

ESTAMPA O NOME DO DONO.

ESTA QUASE AO ABANDONO,

AO USO E A FINALIDADE.

POIS ESTAVA NA CIDADE,

ANSEANDO POR AR MAIS PURO,

E UM AMBIENTE MAIS SEGURO,

PARA MOSTRA-SE A VONTADE.

FUI PROVIDENCIAR NO CONSERTO,

NO MUNICÍPIO DE AGUDO.

SELEIRO QUE FAZIA TUDO,

CHAMADO: EGON RUPHETAL.

RECUPERE ESTE MANANCIAL,

QUE EU GANHEI DE PRESENTE,

DEIXE NOVO E RELUZENTE,

PRONTITO PARA SE USAR.

SÓ O SENHOR NÃO PODE MUDAR,

OS TRAÇOS DE ANTIGAMENTE.

O LOMBILHO FICOU NOVO,

BEM COMO SE ESPERAVA.

QUEM, O VIA PERGUNTAVA:

ONDE CONSEGUISSTE O APERO?

– BEM AO ESTILO CAMPEIRO,

RESPONDO SEBRE O ARTIGO.

FOI PRESENTE DE UM AMIGO,

PERTECEU A QUERINO FALCÃO.

É UM TRASTE DE ESTIMAÇÃO.

POR ISSO CARREGO COMIGO.

É UM TRASTE DE ALTA VALIA,

E MORA NO MEU ENDEREÇO.

SEMPRE QUE O VEJO AGRADEÇO,

E PEÇO QUE DEUS RECOMPENSE,

ESTE QÜERA SÃO-BORJENSE,

QUE SURGIU DE RERLANCINA.

O QUE SE APRENDE SE ENSINA,

É NORMA DA TRADIÇÃO.

MUITO OBRIGADO FALCÃO!

CONTA PARA A JANA E A REGINA.

MINGUANTE DE FEVEREIRO DE 2001.

CALTARS – ” TO”

José Aldomar de Castro

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