• Aldomar de Castro

Hodiernamente

O TEMPO GALOPA BUSCANDO O INFINITO,

HUMANOS ASTUTOS DISFARÇAM AÇÕES.

EMBASAM PRINCIPIOS E PSEUDAS RAZÕES,

E O COSTUME DO PAGO ENFRETA CONFLITO.

A INDRÔMINA MODA ELE SUPORTA SOLITO,

E APONTA O RUMO DA CULTURA NATIVA.

RECOMENDA LEITURA SUA VASTA MISSIVA,

AUTÊNTICO PRINCÍPIO, COSTUMES DO PAMPA.

O ONTEM DE HOJE REVELA SUA ESTAMPA,

NO PERFIL APURADO DO CANTO BIRIVA.

IDENTIDADE PERENE COM SABOR APURADO,

PERLUSTRANDO COSTUMES DO MUNDO ATIVO.

COMPARANDO OS VALORES DO CULTO NATIVO,

DÁ TEMPERA AO CARÁTER LUZENTE E FORMADO.

INGREDIENTE SADIO SOLIDIFICOU RESULTADO,

DO TIPO ECLÉTICO DE CULTURA INCIPIENTE.

ATAVISMO QUE FICA EM CADA DESCENDENTE,

COM A MARCA SUBLIME DA NAÇÃO GUARANI.

OS ASTROS BAILANDO COMTEMPLAM YACI,

COM REVERÊNCIA GLOBAL E GESTO SILENTE.

CONCEITOS IMPORTADOS DE TERRAS DISTANTES,

AGRIDEM O PAMPA COM PROPOSTAS DANINHAS.

MODIFICAMOS VALORES DA ESCALA QUE TINHA,

O NOSSO SUTAQUE A IDENTIDADE E O SEMBLATE.

INFORMAÇÕES DO UNIVERSO A MIDIA GARANTE ,

E SUGERE IGUALDADE PARA TODAS AS AÇÕES.

OS TERMOS E OS RITIMOS DE OUTRAS CANÇÕES,

FRAGILIZAM O CIVISMO DA JUVENTUDE IMATURA.

POIS A LÍNGUA E A PILCHA SOLIDIFICA A CULTURA,

QUE MANTEM SEMPRE VIVA NOSSA TRADIÇÕES.

A LIDA DO CAMPO ACOMPANHA O PROGRESSO ,

QUE AVANÇA INSENSATO SEM MEDIR ILAÇÃO.

OS COSTUMES DE ANTANHO FAZEM TRADIÇÃO,

E A CULTURA DO PAGO REGISTRA SUCESSO.

O URBANISMO SELVAGEM IMPEDE O REGRESSO,

DE QUEM CHEGOU, SEM SABER PORQUE VEIO.

SEM OFÍCIO ADEQUADO AO INCÓGNITO RODEIO,

É MAIS UM TEATINO VAGANDO NO MUNDO URBANO.

O CUSTO DE VIDA PALANQUEIA O ARAGANO,

E A CHANGA DO DIA É SEU ÚNICO MEIO.

OLHANDO O CAMINHO QUE INDICAVA BELEZA,

CONFORTO E RIQUEZA AO EGRESSO RURAL.

O QUE TEM POUCO VALE E O PRAZO É FATAL,

A NOVA QUERÊNCIA LHE ACENA GRANDEZA.

A OPULÊNCIA CITADINA DISSIMULA AVAREZA,

ALIENA OS SEUS BENS E SE INSTALA NO “POVO”.

CONSTUMES ESDRÚXULOS SUGEREM O NOVO,

A CARÊNCIA DEMONSTRA A ILUSÃO PROMETIDA.

NECESSIDADES APORTAM SEM NENHUMA SAÍDA,

E O TAURA “SE AXICA” POR NÃO TER MAIS RETOVO.

O ESTRANHO CONFLITO SUGERE MEDIDAS,

QUE COMPENSEM O DANO DO SONHO FALAZ.

RETORNAR AS ORIGENS É O PLANO QUE FAZ,

SEM APOIO REAL FICAM MÃOS ESTENDIDAS.

O TESOURO E A LUZ DAS LARGAS AVENIDAS,

FORAM CELERES MIRAGENS DA SENDA REAL.

NÃO CONSEGUE SUCESSO NA LIDA INFORMAL,

A MÁQUINA RESTRINGE LHE TEMPO E O ESPAÇO.

CERÊNCIAS PALPITAM NO MESMO COMPASSO,

APRISIONA O MONARCA NO PRÓPRIO CURRAL.

ALIENADO AO CONTEXTO POR ALHEIAS RAZÕES,

ACLIMATA OS HÁBITOS QUE CULTUAVA NA ORIGEM.

O BRILHO DO SOL SE TRANSFORMA EM CALIGEM,

EMPENUMBRANDO O FULGOR DE TODOS RINCÕES.

A TÊNUE ESPERANÇA REPOUSA EM GRILHÕES,

SEM A MÍNIMA CHANCE DE COMVIVER NA CIDADE.

A TROPA DO TEMPO CONSUMIU A PROPRIEDADE,

E SENTENCIOU O CAMPÔNIO A VIVER DE QUIMERA.

O AMANHÃ DO HORIZONTE É O QUE TANTO ESPERA,

MAS ESTE NÃO CHEGA – FICOU SÓ NA SAUDADE.

CHEIA DE OUTUBRO DE 2008

CALTARS – “TO”

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