• Aldomar de Castro

Ciclo

NASCESTE COMO TUDO NASCE,

PEQUENA, TENRA E INDEFESA.

FRUTO DE ALGUM ENLACE,

POR OBRA DA NATUREZA.

POR MAIS QUE A VIDA AJUDASSE

O TEMPO RESTRINGIU TUA BELEZA.

AINDA ÉS BRELA, MAS TRISTE

NÃO TENS MAIS FOLHAS E FRESCOR.

TUA SOMBRA, TAMBÉM NÃO EXISTE

FICASTES EXPOSTA AO CALOR

NUA, EM PÉ AINDA PERSISTES,

VISLUMBRAR O OBSERVADOR.

FRONDOSA, SECA E DESPIDA

DE BRAÇOS ABERTOS PRA O CÉU.

ORANDO UMA CRUEL DESPEDIDA

SEM TUMBA, SEM LÁGRIMA, SEM VÉU

CORPO DILACERADO E SEM VIDA

EM PEDAÇOS JOGADOS AO LÉU.

RENASCE O TEU DESCENDENTE

NA TERRA TRANQÜILA E CALMA.

SOBRE OLHAR DE ALGUM VIVENTE

A NATUREZA BETA PALMA.

NOS BRAÇOS DO UNIPOTENTE

A FUMAÇA ENTREGA TUA ALMA.

CHEIA DE OUTURBO – 1997

POARS – DECONTO

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