• Aldomar de Castro

Andar Teatino

SEMPRE ANDEI PELOS COSTADOS,

COMO UM PEÃO ANDARILHO.

MEU TRONO FOI O LOMBILHO,

EM TROPILHAS DE APORREADOS.

DEPOIS DE ESTAR ENFORQUILHADO,

E TRANÇAS OS DEDOS NAS CRINA.

MINHA REZA E O FEITIÇO D CHINA,

NUMA IMPONÊNCIA DE MACHO

NEM QUE VIRE LOMBO A BAIXO,

NÃO ME TIRA MAIS DE CIMA.

TEATINO MAS “GÜENTO” A PUA,

MEIO BRABO E BEM TEIMOSO.

CAVALO QUE NÃO DÁ TOSO,

IGUAL MEU SANGUE CHARRUA.

SALTANDO NAS ANCAS NUAS,

DUM POTRO SEM DESCONFIANÇA.

NESTA MINHA VIDA DE ANDANÇAS,

COM OFÍCIO ABRI MEU CAMINHO.

POIS EU SEMPRE ANDO SOZINHO,

ENQUANTO O TEMPO NÃO ME PARA.

ME LEMBRO QUANDO EU ENSILHO,

QUANTAS RODADAS E PATAÇOS.

A FORÇA QUE FIZ COM OS BRAÇOS ,

E DO ENTONO DE SER CAUDILHO.

TRANQUEANDO SOBRE O LOMBILHO,

OLHANDO PARA O TEMPO QUE PASSA.

CADA VEZ VEJO COM MAIS GRAÇA,

O TEMPO SE ESVAINDO EM PASSADO .

E O FUTURO CHEGANDO ATRASADO,

PARA APRIMORAR NOSSA RAÇA

COM OLHOS DE VER O COMPAÇO,

DOS CAMINHOS QUE JÁ CRUZEI.

SÓ UMA BATALHA NÃO TRAVEI,

TROPEANDO MAIS QUE CANSAÇO.

E NO GUARDAR O MEU LAÇO,

SOBRAM DOCES LEMBRANÇAS.

SEMPRE COM MAIS ESPERANÇAS,

NO VELHO TEMPO PARCEIRO.

NÃO ME GANHARÁ POR PRIMEIRO,

DARÁ UM ALCE NA CONFIANÇA.

NOVA DE SETEMBRO DE 1997

CALTARS – “TO”.

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