• Aldomar de Castro

Observação

As fronteiras do Rio Grande do Sul, por diversas vezes foram alteradas. Dependiam dos limites determinados por certo tratado e, os povos, passavam a pertencer ora a Portugal, ora a Espanha. D. Manoel Lobo, nomeado governador do Sul, em 22 de janeiro de 1680, funda Lusitânia e a seguir, a Colônia do Santíssimo Sacramento. Em agosto do mesmo ano, Mogica ataca a Colônia, anexando-a ao território de Buenos Aires. O tratado Provisional, assinado em 07 de maio de 1681, determina que a Espanha devolva a Colônia a Portugal. Em 30 de abril de 1704, a Espanha declara guerra a Portugal e novamente ataca Colônia, que fica sob ordens Flamenga. Em 1715, com o tratado de Utrech, a Colônia passa a pertencer novamente a Portugal. Em 13 de novembro de 1735, a Colônia sofre novo ataque castelhano e, finalmente, em 13 de janeiro de 1750, pelo tratado de Madrid, Portugal sede a Colônia em troca dos Sete Povos das Missões. Em 1761, o tratado Del Pardo ordena que os Sete Povos das Missões fiquem com a Espanha e a Colônia, com Portugal. Em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos, a Colônia foi atacada por Pedro Cavallos. Só retornou ao domínio português em 1763, através do tratado de Paris. Em 01 de outubro de 1777, através do tratado de Santo Idelfonso, a Colônia do Sacramento passa definitivamente para a Espanha. A Guerra Guaranítica de 1753 a 07 de fevereiro de 1756, quando ocorreu a batalha do Caibate, às margens do rio Vacacaí e a morte de Sepé Tiaraju. Em 20 de setembro de 1835 início do decênio Farroupilha. A Guerra com o Paraguai em 1864. A Revolução Federalista em 1893, entre as filosofias de Gaspar da Silveira Martins e Júlio Prates de Castilhos, que deixaram um saldo de dez mil óbitos. Em 1923, Borges de Medeiros, candidato ao quarto mandato, deflagra os vinte e um combates que ceifaram mais de mil vidas. Ainda, as revoluções de 1924; a Coluna Prestes e a de 1926, com Honòrio Lemes. Esta síntese, somada as imigrações portuguesa, alemã, italiana, polonesa e tantas outras que vieram enriquecer nossa cultura, através do processo de aculturação, foram os ingredientes que forjaram a tempera e o tipo do gaúcho. Os imigrantes recebiam informações sobre costumes e passavam a adotá-los. De forma semelhante, passavam orientações sobre os hábitos que trouxeram de alem mar. Esta troca de procedimentos emoldurou o processo de aculturação que modelou nossos hábitos e costumes. Conhecemos o êxodo rural e seus quiméricos motivos. Temos ciência, de que o homem rural veio para os aglomerados urbanos sem o devido preparo. Entendemos que, ao encontrar um ambiente diferente do que esperava, começou ter saudade do pago, da liberdade, das lidas e da hospitalidade campeira. Semelhante a este processo, que as mais diversas contingências nos impuseram, ocorre com os patrões do Centros de Tradições Gaúchas. Primeiro, pelo incontido desejo de ser patrão, sem estar devidamente preparado. Por ser patrão e, na maioria das vezes, despreparado, passa a desenvolver no CTG, atividades alienígenas, que demandam contra o culto das nossas tradições. Por exemplo: não conhecemos o suficiente para realizarmos um protocolo, corretamente. Temos dificuldades no posicionamento das bandeiras nos dispositivos. Será que a escala de valores que elegemos, para agradecer com honra, as vidas e o sangue que nossos antepassados ofereceram para defender nossa Pátria está correta? ou nós nem sabemos que isso aconteceu e não temos objetivos a atingir, nem responsabilidade de cultuar, manter e transmitir com fidelidade aos nossos sucessores, os feitos dos nossos heróis e os parâmetros que dimensionam a nossa cultura? Pense e procure, cautelosamente, emoldurar suas atividades no cenário cultural da nossa Querência. Se você for um autêntico autóctone, parabéns! Caso afeiçoe-se a participar dos desapercebidos xenófilos, ai . . .bom aí, você está nadando fora d’água. CHEIA DE JULHO DE 2002 – CALTARS – “TO”

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

REFLEXÃO

O mundo é um complexo de seres, Que um sempre depende de outro. Ninguém consegue viver neutro, Para desenvolver seus afazeres. Há relacionamento entre poderes, Que forma uma fiel dependência. Longínqu

PIXURUM

P I X U R U M Tenho setenta e nove  anos de idade, sou filho de pequeno agricultor nascido e criado no município de Sobradinho, assentado na região centro-serra do Estado do Rio Grande do Sul, até os

CAPA RURAL

O PONCHO USADO NO PAMPA, DE COR AZUL OU CINZENTA. COM BAETA RETOVADA, NESTE ESTILO SE ESTAMPA. CIRCULAR COMO UMA TAMPA, COM  UMA ABERTURA CENTRO. O USUÁRIO FICA POR DENTRO, COM MOVIMENTO RESTRIT